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********* Um AMOR LOUCO: INGRID e ROSSELLINI

rossellini e ingrid


Em maio de 1948, o cineasta neo-realista ROBERTO ROSSELLINI recebeu uma carta assinada pela maior estrela hollywoodiana da época:

“Vi seus filmes ‘Roma Cidade Aberta’ e ‘Paisà’ e gostei muito. Se você precisar de uma atriz sueca que não fala muito bem inglês, que não esqueceu seu alemão, não é muito compreensível em francês e em italiano só sabe dizer ‘Ti amo’, estou pronta para fazermos um filme.”

A sueca em questão era INGRID BERGMAN aos 33 anos. O italiano Rossellini, casado com a diva Anna Magnani, aceitou a proposta sem vacilar. De 1949 a 1955, fizeram seis filmes (“Stromboli”, “Europa 51”, “Viagem a Itália”, “Nós, as Mulheres”, “Joana D’Arc de Rossellini” e “O Medo”), apaixonaram-se e abandonaram as respectivas famílias para viverem juntos. Esse amor louco fez com que Ingrid fosse acusada de adúltera e de mau exemplo para todas as mulheres do mundo. Durante anos foram perseguidos pela mídia e pela classe religiosa. Com Rossellini, Ingrid teve três filhos: Roberto e as gêmeas Isotta Ingrid e a atriz Isabella.

O casamento durou até 1957, quando se divorciaram depois que o diretor foi filmar um documentário na Índia e teve um caso tórrido com a roteirista Sonali Das Gupta. Pia, a filha de Ingrid, depôs a favor do pai no processo litigioso de divórcio, acusando a mãe de abandono. Entretanto, Hollywood já havia “perdoado” a estrela, e em 1956, voltou triunfalmente com “Anastasia, a Princesa Esquecida”, de Anatole Litvak, levando o seu segundo Oscar e outros prêmios importantes. 

Um dos filmes do casal, “Viagem a Itália” (1953), é considerado um dos marcos do cinema moderno. Jean-Luc Godard e François Truffaut afirmaram que ele foi a base sobre a qual se construiu a cadetral da Nouvelle Vague.

ingrid bergman

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